Posted 2 years ago

As Aventuras de Tintim (2011)

The Adventures of Tintin

http://www.imdb.com/title/tt0983193/

Director: Steven Spielberg

Writers: Steven Moffat (screenplay), Edgar Wright (screenplay)

Stars: Jamie Bell, Andy Serkis and Daniel Craig

O Oscar nunca foi justo e todos sabemos disso. Mas algumas vezes o exagero é tamanho que nos perguntamos quem escolhe o que. As Aventuras de Tintim foi nomeado a categoria de Melhor Trilha Sonora, mas seus méritos estão muito além disso. Trata-se de 107 minutos de animação da mais alta qualidade, das texturas ao enredo envolvente, Tintim foi o maior injustiçado da temporada.

Baseado na obra de Hergé, Steven Spielberg conseguiu o impossível - trazer para as telas de cinema a magia de um dos grandes personagens de mistérios da história da animação. E não há como não ficar em êxtase - seja em 3D ou não. A qualidade técnica do longa é incomparável - sem dúvida muito superior a maioria das obras do gênero de 2011.

Usando a técnica de captura de movimentos, Spielberg usou atores reais para criar personagens irreais, o que garantiu uma naturalidade espantosa. Somado a isso, Jamie Bell, Daniel Craig e o gênio Andy Serkis são as vozes de Tintim, Haddock e do vilão Sakharine. Podemos ainda ir mais a fundo, com os engraçadíssimos Thomson e Thompson e o cãozinho Milu.

A trilha sonora é, realmente, um dos méritos do filme. Pontua muito bem as diversas cenas de ação e dá liga a um enredo dinâmico e com ritmo acelerado. Algumas tomadas são excepcionais, como quando o navio de Sir Francis Haddock invade o deserto.

Não se deixe levar pelo descrédito da Academia: a força de Hergé aliada ao talento pop de Spielberg tornaram O Segredo do Licorne um sucesso de público - e da crítica especializada. Produzida de fã para fãs, Tintim vai agradar até mesmo aqueles que nunca tiveram contato com o personagem, com sua animação talentosa, seu ritmo de vídeo game e, claro, com o carisma do garoto-jornalista.

Diversão 10/10

Originalidade 7/10

Qualidade 10/10

Nota Final 9/10

#UmFilmePorDia 049 - 18/Fev/2012

Posted 2 years ago
Muito legais as dicas dos filmes aqui Parabéns!
rabiscos-de-libriana asked

Obrigado! Faço o possível para a seleção de filmes ser sempre bem diversificada e abrangente. Agora que a temporada de premiações acabou vou explorar também filmes mais antigos e outros gêneros. Alguma sugestão? 

Posted 2 years ago

Palpites do UmFilmePorDia para o Oscar 2012

Hoje é dia de Oscar e o UmFilmePorDia também vai entrar na festa. Depois de tantos posts sobre os indicados, aqui estão meus palpites sobre os vencedores:

Best Motion Picture of the Year

Nominees:

Best Performance by an Actor in a Leading Role

Nominees:

Jean Dujardin for O Artista (2011)

Best Performance by an Actress in a Leading Role

Nominees:

Best Performance by an Actor in a Supporting Role

Nominees:

Best Performance by an Actress in a Supporting Role

Nominees:

Best Achievement in Directing

Nominees:

Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen

Nominees:

Best Writing, Screenplay Based on Material Previously Produced or Published

Best Animated Feature Film of the Year

Nominees:

Rango (2011): Gore Verbinski

Best Foreign Language Film of the Year

Nominees:

A Separação (2011): Asghar Farhadi(Iran)

Best Achievement in Cinematography

Nominees:

Best Achievement in Editing

Best Achievement in Art Direction

Best Achievement in Costume Design

Nominees:

Anônimo (2011/I): Lisy Christl

Best Achievement in Makeup

Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Score

Nominees:

Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Song

Nominees:

Os Muppets (2011): Bret McKenzie(“Man or Muppet”)

Best Achievement in Sound Mixing

Best Achievement in Sound Editing

Best Achievement in Visual Effects

Best Documentary, Features

Nominees:

Best Short Film, Live Action

Nominees:

Quem concorda?

Posted 2 years ago

Os Muppets (2011)

The Muppets

http://www.imdb.com/title/tt1204342/

Director: James Bobin

Writers: Jason Segel, Nicholas Stoller

Stars: Amy Adams, Jason Segel and Chris Cooper

Caco, Miss Piggy, Gonzo… Quem é um tanto velhaco como eu com certeza vai se lembrar do quarto de criança, das pernas da babá que nunca mostrava o rosto e, claro, de toda a gangue. Os Muppets é uma viagem deliciosa a infância e aos programas infantis que não temos mais hoje em dia.

Os Muppets é uma ótima comédia. Mesmo baseado no antigo seriado e desenho animado, o diretor conseguiu fazer um trabalho atual, especialmente através do elenco. É fácil perceber que os atores estão se divertindo - e isso transparece na audiência. O texto em si brinca diversas vezes com o fato de estarem fazendo um filme, fazendo diversas digressões com o espectador.

Diversas participações especiais - de Selena Gomez ao Sheldon - dão ritmo ao longa, já que estamos sempre esperando o próximo rosto conhecido aparecer. Amy Adams e Jason Segel formam o carismático casal Mary and Gary. Aliás, não poderia haver escolha melhor que Amy Adams, com aquele seu particular jeito inocente, tão natural a ela.

The Muppets concorrem ao Oscar de Melhor Canção pelo número Man or Muppet - se opondo ao Real in Rio do filme… Rio. E, mesmo brasileiro como sou, devo admitir: Os Muppets devem levar, e merecidamente. Aliás, os números musicais são ótimos! Life’s a Happy Song já é meu número musical favorito num filme infantil desde Encantada.

Inteligente, divertido, leve… Você vai provavelmente passar 1h40 com um sorriso no rosto - isso quando não estiver morrendo de rir mesmo. Mate sua saudade da gangue e divirta-se.

Ps. Será que vou ter que arrecadar 10 milhões para lançarem o 2?

Ps1. Já posso querer um terno igual o do Gary e do Walter?

Diversão 10/10

Originalidade 8/10

Qualidade 8/10

Nota Final 8/10

#UmFilmePorDia 048 - 17/Fev/2012

Posted 2 years ago

A Invenção de Hugo Cabret (2011)

Hugo

http://www.imdb.com/title/tt0970179/

Director: Martin Scorsese

Writers: John Logan (screenplay), Brian Selznick (book)

Stars: Asa Butterfield, Chloë Grace Moretz and Christopher Lee

O último candidato a Oscar de Melhor Filme em minha lista, Hugo é uma das grandes promessas da premiação. Com seu avançado e intenso uso da tecnologia 3D, aliado a direção de Martin Scorsese e um conhecido e talentoso elenco, o longa tenta arrebatar as 11 estatuetas a que foi indicado.

A lista é extensa: Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melor Figurino, Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Trilha, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Efeitos Especiais, Melhor Roteiro Adaptado e, finalmente, Melhor Filme. Mas, será que ele realmente merece?

Hugo é, tecnicamente, o melhor filme do ano de 2011. Um visual impactante aliado ao 3D mergulha o espectador na vida do protagonista. Mas um filme deve ir muito além disso. E nisso o filme empaca. A história tem um ritmo lento e quebrado. O roteiro é fraco, com diversos furos e não sustenta a cadência dos fatos. Resumindo: Muitas vezes é difícil e maçante acompanhá-lo.

O garoto Asa Butterfield (que nome é esse?) que interpreta Hugo é um tanto fraco. Acaba sendo sempre eclipsado pela graciosa Isabelle, interpretada por Chloë Grace Moretz. Ben Kingsley e Sacha Baron Cohen também agradam, apesar de não serem incríveis.

Muito se falou sobre os efeitos 3D de Hugo, mas muitas vezes a impressão é que o 3D não está sendo usado para o filme, mas que o filme está sendo usado para o 3D. Seu uso extensivo cansa e tira o foco do que realmente deveria ser mais importante - o filme em si. 

Não há como não traçar um paralelo entre O Artista e Hugo. Ambos tratam do fim do cinema mudo e como novas tecnologias podem afetar a indústria. E justamente aí Hugo é um grande paradoxo. Enquanto O Artista acredita no que diz e é feito todo em preto e branco e mudo, Hugo parece não entender o que se propõe a discutir e abusa de efeitos especiais, 3D, clichés contemporâneos e afins. É o mesmo que dizer que não quero engordar enquanto como um Big Mac.

Hugo é uma obra de arte, mas vazia. Lindo todo o tempo, mas, sem o grande nome de Martin Scorsese e o lobby da indústria poderia ser mais um filme infantil. Deve levar diversos prêmios, mas os mais importantes serão papados por outros.

Melhor filme ou não, Hugo ainda é uma boa brincadeira, desde que esteja com seus óculos no cinema.

Diversão 7/10

Originalidade 8/10

Qualidade 10/10

Nota Final 8/10

#UmFilmePorDia 047 - 16/Fev/2012

Posted 2 years ago

Tão Forte e Tão Perto (2011)

Extremely Loud & Incredibly Close

http://www.imdb.com/title/tt0477302/

Director: Stephen Daldry

Writers: Eric Roth (screenplay), Jonathan Safran Foer (novel)

Stars: Thomas Horn, Tom Hanks and Sandra Bullock

Estréia hoje nos cinema brasileiros um dos indicados a Oscar de Melhor Filme, o ligeiramente desconhecido Tão Forte e Tão Perto. Tratando de traumas na Nova Iorque pós-11 de Setembro, o longa conta a história de Oskar Schell, que perdeu seu pai Thomas durante o desastre.

Extremely Loud & Incredible Close teve uma recepção negativa nos EUA, principalmente pelo fato de explorar o antentado no World Trade Center. Muitos chamaram o escritor Jonathan Safran Foer de oportunista quando seu romance foi publicado e acusaram o diretor Stephen Daldry de arquitetar uma tentativa leviana de levar um Oscar (o filme foi foi indicado a Melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante). Mas verdade seja dita: Tão Forte e Tão Perto é excelente.

Pautado por uma edição forte, muitas vezes caótica, Daldry traduziu na tela o universo de uma criança sensível e com diversos transtornos - os quais foram aumentados com a tragédia. O jovem Thomas Horn, que nunca havia participado de um filme antes, é ótimo. O garoto consegue transitar entre o paranóico e hiperativo com maestria. Uma grande promessa. Tom Hanks é o pai-herói, Thomas Schell, que morre durante o desastre. Como sempre, Hanks é capaz de encarnar esses papéis ingênuos e profundos, mesmo com poucas tomadas. Sandra Bullock está apagada e não consegue repetir a dramaticidade que parecia ter aprendido em Um Sonho Possível.

Max von Sydow, ou O Inquilino, está ótimo. Diria até que a categoria de Melhor Ator Coadjuvante no Oscar é uma das mais concorridas da edição. Seu personagem, mesmo sem fala alguma, é inquietante como o garoto e ao mesmo tempo um porto seguro. A cena em que o garoto Schell conta sua história ao Inquilino é uma das melhores do longa. Viola Davis, possível ganhadora com Histórias Cruzadas, parece um tanto superficial e não brilha.

A indicação de Melhor Filme a Tão Forte e Tão Perto pegou a mídia especializada de surpresa. O tema do filme ainda é uma cicatriz recente na história americana e, aparentemente o país ainda não estava pronto para vê-lo na tela. Massacrado pela crítica, sua indicação vem trazer uma certa redenção ao diretor e o autor do romance.

Além da edição incrível, a fotografia ganha destaque e ajuda na recriação do mundo através da mente confusa de Oskar. Sua busca pelos “Black” é interessante, descortinando uma cidade que em sua pluralidade consegue sua unidade. Outro ponto é o próprio nome do filme. Extremely Loud & Incredibly Close - Extremamente Alto e Incrivelmente Perto em uma tradução literal - é emblemática e entendido aos poucos no decorrer do filme.

Aliás, eu poderia seguir falando muito mais… Como durante todo o filme fique traçando paralelos entre Tão Forte e Precisamos falar sobre o Kevin ou em como a linguagem do diretor em Billy Elliot e As Horas transparece do mesmo modo nesse longa, mas já me alonguei demais.

Tão Forte e Tão Perto é um ótimo filme e merece ser assistido por qualquer público. De certo modo apelativo, ainda assim é uma visão diferente sobre uma tragédia tão grande, sem nacionalismos e sem pieguisses. Um bom programa para essa sexta, especialmente para acompanhar o Oscar no próximo domingo. Aliás, Oskar e Oscar? Será?

Diversão 9/10

Originalidade 10/10

Qualidade 8/10

Nota Final 9/10

#UmFilmePorDia 046 - 15/Fev/2012

Posted 2 years ago

Jane Eyre (2011)

Jane Eyre

http://www.imdb.com/title/tt1229822/

Director: Cary Fukunaga

Writers: Charlotte Brontë (novel), Moira Buffini (screenplay)

Stars: Mia Wasikowska, Michael Fassbender and Jamie Bell

O aclamado romance de Charlotte Brontë já teve diversas versões, sejam para teatro ou cinematográficas. A pergunta que é feita quando mais uma delas é produzida é “por que?”. Como a adaptação de uma obra tão conhecida pode ainda acrescentar algo? Esse foi o desafio de Cary Fukunaga ao dirigir sua versão de 2011.

Sendo o filme com maior relevância em sua carreira até agora, o diretor conseguiu transmitir a aura fantasmagórica que permeia a vida de Eyre com qualidade. Junto com ele, um elenco conhecido deu vida a Thornfield Hall e seus mistérios. Novamente Michael Fassbender dá as caras em 2011 (foram cinco filmes no ano) e interpreta Rochester. Mia Wasikowska - que eu particularmente gosto - encarna a protagonista, Jane Eyre. Sua interpretação é suave, mas dura. Outros destaques ficam por conta de Judi Dench e Jamie Bell.

Jane Eyre foi indicado ao Oscar de Melhor Figurino - praxe de filmes de época. A fotografia alternada entre o padrão e o experimental funciona bem, mesmo que ás vezes uma certa inexperiência torna-se aparente. A trilha é mediana e em muitas ocasiões é perceptível que a cena precisaria de mais.

Mesmo em sua nova versão, o grande trunfo de Jane Eyre ainda é a história consistente de Charlotte Brontë. Para aqueles que nunca tiveram contato com o romance ou qualquer adaptação, o efeito do longa será muito maior. Dramalhão ou não, o pano de fundo ainda é a alma perturbada de Eyre. Pode-se, inclusive, dizer que o foco de Fukunaga foi torná-lo um thriller.

Programa para um sábado a noite chuvoso, Jane Eyre ainda arrasta multidões com sua trama. A mão pesada de Cary Fukunaga contribui para o clima denso e, justamente por isso, renova o clássico.

Diversão 8/10

Originalidade 7/10

Qualidade 8/10

Nota Final 8/10

#UmFilmePorDia 045 - 14/Fev/2012

Posted 2 years ago

Sete Dias com Marilyn (2011)

My Week With Marilyn

http://www.imdb.com/title/tt1655420/

Director: Simon Curtis

Writers: Adrian Hodges, Colin Clark (books)

Stars: Michelle Williams, Eddie Redmayne and Kenneth Branagh

Muito já foi falado sobre Marilyn Monroe, seja em livros, nos palcos, documentários, TV e filmes. A primeira vista, mais um filme sobre uma das mais famosas atrizes do cinema americano pode parecer um equívoco, mas o diretor Simon Curtis, aliado ao bom texto de Adrian Hodges, baseados na obra de Colin Clark, fizeram o impossível - mostraram mais.

O curto período em que o próprio Clark acompanhou - e se apaixonou - por Monroe é o pano de fundo para que Michelle Williams encarne a loira. Ainda mais incrível é como uma artista apática como Williams consegue interpretar a diva com tamanha perfeição que até levou uma indicação a Oscar de Melhor Atriz. Outro destaque é Kenneth Branagh como sir Laurence Olivier - angustiado e exaurido por uma carreira que o levou onde não queria.

O elenco em si é muito bom. Judi Dench está ótima como Dame Sybil Thorndike, matriarcal e protetora. Eddie Redmayne é um ingênuo Colin Clark que tem uma boa química com a tela, mas talvez pareça muito inexperiente para o papel. Hermione Granger, aliás, Emma Watson, tenta perder o estigma de Harry Potter e mostra seu talento como Lucy - ela promete!

Apesar do protagonista ser o jovem Colin Clark, as relações entre Olivier e Monroe se mostram muito mais interessantes. Ambos atores, separados por diferenças de método, mas ligados pelo fato de serem mais que pessoas, mas celebridades, com seus prós e contras. A juventude de Marilyn em contraponto a idade de Laurence tornam ainda mais interessante essa problemática.

Além da trama e dos atores não há muito mais o que se falar… A fotografia é por vezes confusa, mas adequada. Figurinos poderiam ser mais, mas são bons o suficiente. As músicas cantadas por Michelle são simpáticas, mas nenhum grande trabalho vocal. Em suma, uma produção ok.

Sete Dias Com Marilyn é mais do que uma cinebiografia - é um competente filme sobre a vida das celebridades e as sutilezas e fraquezas do homem. Pode ir pro cinema sem culpa.

Diversão 9/10

Originalidade 8/10

Qualidade 9/10

Nota Final 9/10

#UmFilmePorDia 044 - 13/Fev/2012

Posted 2 years ago

Martha Marcy May Marlene (2011)

Martha Marcy May Marlene

http://www.imdb.com/title/tt1441326/

Director: Sean Durkin

Writer: Sean Durkin (screenplay)

Stars: Elizabeth Olsen, Sarah Paulson and John Hawkes

São vários nomes para uma só garota, perturbada e incapaz de se integrar ao mundo real, graças ao seu passado vivendo junto a uma espécie de culto onde seus valores e moral foram destruídos. Essa é Martha, ou Marcy May ou Marlene Lewis.

Um trabalho muito interessante do diretor Sean DUrkin, o longa se alterna entre a tentativa de Martha se readaptar a uma vida em família com sua irmã e os flashbacks dos fatos marcantes que a levam a sua atual paranóia.

Elizabeth Olsen encarna muito bem essa dualidade entre a mulher que se perdeu e a que tenta se achar. John Hawkes, nomeado ao Oscar ano passado por Inverno da Alma, repete seu papel - não que seja ruim. O resto do elenco é apenas bom.

A fotografia de M reflete a trama cheia de meandros. É difícil para o espectador julgar as ações de Martha - até onde ela é culpada pelo seu próprio destino. A produção talvez peque as vezes pela simplicidade, mas ainda assim atinge os resultados que pretende.

Martha Marcy May Marlene é um filme perturbador, especialmente quando refletimos que esses tipos de cultos realmente existem e conseguem arrebanhar pessoas fracas, como Martha. Sim, assista.

Diversão 8/10

Originalidade 8/10

Qualidade 8/10

Nota Final 8/10

#UmFilmePorDia 043 - 12/Fev/2012

Posted 2 years ago

Um Método Perigoso (2011)

A Dangerous Method

http://www.imdb.com/title/tt1571222/

Director: David Cronenberg

Writers: Christopher Hampton (screenplay), John Kerr (book)

Stars: Michael Fassbender, Keira Knightley and Viggo Mortensen

Para quem não é profissional da área, a psicanálise é um campo de estudo misterioso. Para os que acreditam tratar-se de pura adivinhação a aqueles que acreditam ser a salvação da humanidade, Um Método Perigoso é um filme extremamente interessante. Trata-se da biografia de um convalescente Sigmund Freud e do jovem Carl Jung e seu eventual relacionamento extraconjugal com Sabina Spielrein, uma das primeiras mulheres a se tornar psicanalistas.

O longa costura a relação tempestuosa e intensa dos maiores estudiosos da psicologia, além de superficialmente mostrar ao espectador do que se trata a famigerada ciência de Freud. Além disso, dado o tempo em que se passa a história, assuntos como anti-semitismo e o nazismo são tratados de forma ambígua e justamente por isso complementam bem o enredo.

O novo queridinho de Hollywood, Michael Fassbender interpreta Jung. Seu personagem é frágil e inquieto e muitas vezes mostra-se fraco demais. Viggo Mortensen é Freud. Aliás, um ótimo Freud. Bem dosado e contido, Sigmund é austero e prepotente. E melhor ainda, invejoso. Muito bem feito. Justamente por isso foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante. Merecido. Keira Knightley não corresponde a dupla e sua Sabina Spielrein é caricata demais. Sua fala forçada e a loucura que tenta encarnar é caricata e pobre. A curta participação de Vincent Cassel como Otto Gross é densa. Um personagem perturbado para um ator que o sustenta.

Produção e figurino de época dão conta do recado, embora algumas falhas são gritantes como as cenas com efeitos especiais que não passam a credibilidade que deveriam.

Um Método Perigoso é um bom filme. Um modo interessante de conhecer ao menos um pouco sobre essas duas personalidades e, de quebra, ainda entender um pouco dessa ciência que tanto se fala ultimamente. Mas cuidado, você corre o risco de querer se tornar um deles.

Diversão 9/10

Originalidade 10/10

Qualidade 8/10

Nota Final 9/10

#UmFilmePorDia 042 - 11/Fev/2012

Posted 2 years ago

Tomboy (2011)

Tomboy

http://www.imdb.com/title/tt1847731/

Director: Céline Sciamma

Writer: Céline Sciamma (screenplay)

Stars: Zoé Héran, Malonn Lévana and Jeanne Disson

O mundo está cada vez mais perigoso, traiçoeiro e complexo. A velocidade e facilidade no acesso a informação liga qualquer um a qualquer outro, com as vantagens e desvantagens desse processo. Mas por mais que estejamos mergulhados em computadores e celulares, uma coisa continua intacta: Crianças sempre serão crianças.

Tomboy, ou melhor, Laura é uma criança, mas de fato não uma criança qualquer - ela gosta de ser chamado de Michael. E não somente ser chamado. Laura se comporta e se apresenta como um garoto. Sem julgamentos ou afetações, nem mesmo sem cunho sexual algum. Laura é um garoto que nasceu no corpo errado.

A diretora Céline Sciamma conduz com maestria a história, extremamente visual, de forma inocente e ingênua, como qualquer criança. Mesmo quando as próprias crianças se vêem frente a frente com a verdade tudo é tratado sob a ótica delas mesmas - infantil.

É interessante também traçar um paralelo entre Tomboy e Precisamos falar sobre o Kevin, especialmente no que tange os pais. Ambas crianças sofrem por não serem o que os pais e a sociedade esperam, mas a forma como são criados e educados reflete em sua personalidade, e em sua vida futura. Assim como na vida real.

Tomboy é genial. Um filme francês que, se tivesse sido produzido nos EUA, estaria concorrendo a Oscars e tornado a pequena atriz Zoé Héran em uma Shirley Temple dos nossos novos tempos. A fotografia é as vezes um pouco confusa, mas mesmo sem o primor técnico dos grandes estúdios, o longa deveria estar mais bem posicionado - e até divulgado.

Tomboy é um filme para família, para se ver com o namorado o namorada, para Sessão da Tarde ou apenas para pensar em como a vida é simples. Somos nós, adultos, que resolvemos complicá-la.

Diversão 9/10

Originalidade 10/10

Qualidade 8/10

Nota Final 9/10

#UmFilmePorDia 041 - 10/Fev/2012

Posted 2 years ago

Roubo Nas Alturas (2011)

Tower Heist

http://www.imdb.com/title/tt0471042/

Director: Brett Ratner

Writers: Ted Griffin (screenplay), Jeff Nathanson (screenplay)

Stars: Eddie Murphy, Ben Stiller and Casey Affleck

Roubo nas Alturas é daqueles filmes que você esquece minutos depois de assistir. Nem o elenco conhecido, formado por figurões como Ben Stiller e Eddie Murphy conseguiu salvar o fiasco. A ação que dá nome ao filme demora a acontecer e até lá tudo é lento e sem sal. Mesmo depois que o plot se desenrola a trama não engata e tudo acaba cliché demais.

Uma das poucas boas coisas em Tower Heist foi ver novamente Matthew Broderick em cena. Qualquer um que tenha crescido assistindo Curtindo a Vida Adoidado ainda se identifica vendo a mesma expressão de quem está matando um dia da escola. Ben Stiller e Eddie Murphy continuam com as mesmas caras de sempre e uma perdida Gabourey Sidibe, mais conhecida por Preciosa, força um sotaque jamaicano que não convence ninguém.

O mais notório sobre o longa foi a polêmica durante sua pré-estreia. O diretor Brett Ratner, que seria também diretor da cerimônia do Oscar esse ano, teceu comentários homofóbicos durante a primeira sessão do filme. A brincadeira não caiu bem e tanto ele, como Eddie Murphy que pela primeira vez apresentaria o Oscar, rodaram. O cara não tem graça nem dirigindo nem na vida real.

Roubo não diverte e as risadas são poucas. A grande sensação do filme é uma cena de dar fobia a qualquer um com receio de grandes alturas. Pelo sim pelo não, se qualquer outra opção estiver disponível deixe Roubo nas Alturas de lado. Vale até BBB.

Diversão 7/10

Originalidade 6/10

Qualidade 7/10

Nota Final 7/10

#UmFilmePorDia 040 - 09/Fev/2012

Posted 2 years ago

J. Edgar (2011)

J. Edgar

http://www.imdb.com/title/tt1616195/

Director: Clint Eastwood

Writer: Dustin Lance Black

Stars: Leonardo DiCaprio, Armie Hammer and Naomi Watts

J. Edgar foi um dos grandes esnobados pelo Globo de Ouro e o Oscar que merecia ser lembrado. Trata-se da biografia de J. Edgar Hoover, diretor e principal responsável pelo que o FBI é hoje. Não só isso: o longa passa por sua vida pessoal, inclusive seu suposto caso amoroso com seu diretor assistente, Clyde Tolson.

O trio de protagonistas, Leonardo DiCaprio, Armie Hammer e Naomi Watts fazem um trabalho competente. Apesar dos desnecessários 137 minutos, os três sustentam a trama e tornam o filme agradável. DiCaprio realmente se sobressai e merecidamente foi indicado ao Globo de Ouro. Seu Hoover é dúbio, mas coerente. Decididamente, um filme de ótimas atuações.

Tecnicamente alguns problemas se sobressaem. Uma fotografia óbvia e que muitas vezes prejudica a cena. A maquiagem - elemento muito importante num título como esse - mostra-se pobre e juvenil - uma derrapada feia.

A sutileza com que é tratada o relacionamento entre Hoover e Tolson é inteligente. A cena em que discutem é o grande momento de Hammer e sem dúvida uma das mais significantes de J. Edgar. A relação perturbadora entre Edgar e sua mãe, Anna Marie - interpretada pela sempre ótima Judi Dench - também é bem exposta, sem exageros ou clichés.

J. Edgar é um ótimo filme. Diria, inclusive, muito melhor que seu primo mais próximo do ano, A Dama de Ferro. Uma aula de história sobre a política americana e sobre a alma daqueles que detém o poder e, justamente por isso, não podem se dar ao luxo de controlar suas próprias vidas. Assista.

Diversão 9/10

Originalidade 9/10

Qualidade 7/10

Nota Final 8/10

#UmFilmePorDia 039 - 08/Fev/2012

Posted 2 years ago
Está no meu ff!! Só avisei agora porque só lembrei de fazer agora... xiii... enfim!! Seu tumblr é demais! ;D
hearttranslator asked

Que bom que gostou. O que eu procuro é assistir e escrever aqui sobre filmes que acho que mais pessoas vão gostar e tentar sempre, ao menos, dar uma dica do que esperar. Enquanto pessoas como você gostarem, eu farei de tudo pra continuar tocando. Obrigadíssimo. ;)

Posted 2 years ago
Achei muito legal o seu Tumblr. Estou parabenizando-o pela iniciativa. Continue nessa ideia. Parabens!
divaup-deactivated20120910 asked

Opa, obrigado! Espero te ver aqui outras vezes. Por incrível que pareça é um trabalho que leva tempo, mas com certeza divertido. Abraço!